ENQUANTO ISSO, EM BAIXO GUANDU.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
DECLARAÇÃO DE AMOR
“Soneto a Baixo Guandu”
O presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, desembargador
Sérgio Bizzoto Pessoa de Mendonça, no início da década de 1970, trabalhava com
o então juiz da Comarca de Baixo Guandu, Martiniano Lintz, pai do atual
presidente da OAB-Colatina, Martiniano Lintz Júnior.
“Em pleno entrevêro da noite com a madrugada”, num arroubo poético,
Mendonça declara toda a sua paixão pela cidade oferecendo o “Soneto a Baixo
Guandu” àquele magistrado. O texto, datilografado, foi escrito no dia 15 de
setembro de 1972. Leia abaixo:
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
DÍVIDAS DO PASSADO
APENAS COM UMA EMPRESA, DÉBITO DA PMBG É DE QUASE R$ 830 MIL.
Uma das “heranças malditas” herdadas da administração passada pela atual
gestão municipal é um verdadeiro “abacaxi gigante”.
Veja abaixo alguns documentos referentes aos serviços cobrados pela Ambiental Urbanização e Serviços.
| Parte final do pedido de pagamento feito à PMBG pela empresa Ambiental. |
| O vereador Vinícios Dettoni Gobbo, então secretário de Saúde da PMBG, atestou a realização dos serviços da Ambiental.. |
| O contrato entre a Ambiental e a PMBG foi celebrado em setembro de 2010. |
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
MINERAÇÃO - 3,5 BILHÕES EM RESERVAS
MINERODUTO DE 511 KM PASSARÁ POR
BAIXO GUANDU
![]() |
| Foto: De Fato O mineroduto será construído entre Morro do Pilar e Linhares. |
A empresa
Manabi – Investimentos em Mineração e Logística está construindo uma unidade
industrial em Morro do Pilar, município mineiro localizado na Região
Metropolitana de Belo Horizonte. Suas reservas de minério de ferro são
estimadas em 3,5 bilhões de toneladas, com potencial exploratório para 20 anos.
Morro do Pilar será o ponto de partida da produção mineral, que deverá começar
em 2016. De lá, através de um mineroduto de 511 km de extensão, toda a produção
será enviada a um terminal portuário, também em fase de construção, em Linhares,
no litoral capixaba. O potencial de produção anual é de 25 milhões de
toneladas. Segundo a empresa, os investimentos no empreendimento
somam R$ 6,5 bilhões e vão gerar nove mil vagas de trabalho nas
empresas subsidiárias, e 1.800 empregos diretos, na fase de produção.
AUDIÊNCIAS
A Manabi realiza continuamente
diálogo com a comunidade, por meio de uma série de reuniões, visando apresentar
o projeto e esclarecer dúvidas. Em dezembro de 2013, foram promovidas oito reuniões
públicas em diversas localidades onde o mineroduto vai passar. Nos encontros, a
empresa explicou seus projetos, o processo de licenciamento e os estudos
ambientais. Os moradores tiveram a oportunidade de esclarecer suas dúvidas e
obter informações. Os assuntos mais levantados foram a geração de empregos e as
indenizações pela faixa de servidão. No dia 31 de janeiro foi realizada uma
audiência pública em Linhares, e Baixo Guandu, um dos quatro municípios
capixabas por onde passará o mineroduto, foi representado pelo prefeito Neto
Barros (PCdoB).
sábado, 25 de janeiro de 2014
DENUNCISMO
O NOVO CÓDIGO TRIBUTÁRIO
MUNICIPAL E O SILÊNCIO SOBRE OS 285% DE AUMENTO NAS DIÁRIAS DOS
VEREADORES DA CÂMARA DE BAIXO GUANDU
Denuncismo é um termo que não encontramos na maioria dos tradicionais
dicionários da língua portuguesa. Michaelis, Priberan e Aurélio, por exemplo,
não trazem em seu conteúdo a definição de denuncismo.
No entanto, um dicionário tem a explicação para esse termo: o Aulete Digital, que
define assim o vocábulo denuncismo (http://aulete.uol.com.br/denuncismo):
“(de.nun.cis.mo)
sm.
1. Pej. Publicação nos meios de comunicação de pretensos fatos
ou ocorrências não apurados com o rigor da ética jornalística e que, ao
provocarem escândalo e sensacionalismo, ger. visam a atingir a reputação de um
indivíduo, de um grupo ou mesmo dos poderes constituídos:: "Uma onda
de denuncismo tomou conta da imprensa brasileira nos últimos
anos. Em nome do direito à informação, acusações são feitas... atingindo
reputações, colocando em dúvida o desempenho profissional... dos
denunciados." (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de S. Paulo, SP,
13/6/1997, Vítmas do denuncismo))
[F.: denúncia +
-ismo. Ideia de: nunci-.]”
Nenhuma
definição poderia ser mais oportuna e esclarecedora sobre a matéria publicada
na última terça-feira (21) no “Bom Dia ES”, da TV Gazeta Noroeste (Globo) com o
título “Prefeitura de Baixo Guandu, ES, reajusta impostos em até 200%”. A “denúncia”, ou melhor, o denuncismo, partiu dos três vereadores de
oposição ao governo municipal de Baixo Guandu, Pedro José Matias de Araújo (PSD), presidente da Câmara, Vinícius
Dettoni Gobbo (PSB) e Romilson Araújo (PSB). Naquela edição, além do depoimento
de Araújo, a repórter Mayara Mello, “foca” recém-contratada pela emissora, (o
termo foca, no jargão jornalístico, significa jornalista novato, inexperiente),
ouviu moradores da cidade, alguns deles indicados a dedo pelos “denunciantes”,
como o sogro de um dos vereadores da oposição.
O que a jovem
repórter não fez – mas deveria ter feito, segundo os mais elementares manuais
do bom jornalismo – foi ouvir a versão da administração municipal e colocá-la
na mesma reportagem. Nada, nem uma palavrinha do prefeito do município, Neto
Barros (PCdoB), de um secretário, assessor... Nada. Pena, porque a repórter e
os telespectadores do “Bom Dia ES” perderam, naquela ocasião, a oportunidade de
ficar sabendo que, como bom denuncismo, o
mote da matéria carecia de exatidão. E, pior, camuflava o verdadeiro aumento
(285%) de despesas públicas com diárias, aprovado pela Câmara Municipal em
favor deles mesmos, os vereadores de Baixo Guandu.
IPTU
No dia seguinte
à publicação da matéria, já com o denuncismo
repercutindo por toda a cidade, a pedido da Prefeitura a mesma repórter da TV
Gazeta Noroeste (Globo) voltou a Baixo Guandu para fazer o que deveria ter
feito no dia anterior: ouvir o prefeito sobre o assunto. Na segunda matéria,
publicada dois dias depois no “ESTV 2ª Edição”, com o novo Código Tributário
Municipal em mãos, finalmente Neto Barros pôde explicar que os reajustes dos
impostos nem de longe chegariam aos 200% “denunciados” pelos três vereadores da
oposição e apressadamente transformados em notícia pela afiliada capixaba da
Rede Globo. “Em relação ao IPTU, aqueles proprietários de imóveis avaliados em
mais de R$ 300 mil pagarão, em média, R$ 15 por mês. Já os de valor abaixo de
R$ 300 mil, pagarão de R$ 1 a R$ 4, na média mensal. Isto significa que aqueles
mais abastados desembolsarão por ano em torno de R$ 180; já os contribuintes
mais pobres, R$ 48 anuais, no máximo”, explicou Neto Barros. O prefeito
declarou ainda que os aposentados e pensionistas proprietários de imóvel no valor de até R$ 20 mil estão isentos de IPTU.
| Vereadores da oposição não explicaram à população o porquê do aumento de 285% nas diárias dos vereadores. |
ISS
Vale lembrar que o Código Tributário de Baixo Guandu não
sofria alterações há mais de três décadas, com alguns dos seus itens
contrariando até mesmo normas constitucionais, como a alíquota mínima do ISSQN,
Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza, que teve seu percentual mínimo
fixado em 2% pela Lei Complementar 116/2003 à Constituição Federal de 1988.
“Nosso Código Tributário, que era do início da década de 1980, fixava a
alíquota de ISS em 1,8%; alteramos para 5%, igualando o índice aos demais
municípios do Estado”, disse Neto. O jornal “A Gazeta” de Vitória publicou em
setembro de 2013 matéria (HTTP//gazetaonline.globo.com/conteúdo/2013/09/noticias/dinheiro/1460124-iss-vira-solucao-para-aperto-dos-municipios.html),
reconhecendo a gravidade financeira das prefeituras capixabas, afirmando que o
“ISS vira solução para aperto dos municípios”.
O presidente da Câmara de Vereadores de Baixo Guandu
encaminhou a “denúncia” ao Ministério Público estadual, por ter visto no novo
Código Tributário Municipal “indícios de irregularidades e
inconstitucionalidade”. O povo guanduense deve se sentir feliz em ter um
representante tão zeloso pela coisa pública. Resta agora a Pedro Matias vir a
público explicar o aumento de 285% nas diárias dos vereadores daquela Casa,
única emenda do Legislativo ao Orçamento de 2014, enviado à Câmara pelo
Executivo municipal, aprovado no final do ano passado. Nenhuma outra rubrica do
Orçamento, como saúde ou educação, mereceu a mínima interferência dos
vereadores, que o aprovaram na íntegra, ou quase, já que adicionaram o aumento
de 285% em suas próprias diárias.
Mais adiante – se confirmado o que corre na boca do povo
sobre a compra de milhares de caixinhas de chicletes com dinheiro da Câmara
Municipal – os zelosos vereadores da oposição terão mais ainda o que mostrar à
população de Baixo Guandu.
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